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10 de ago. de 2014

Como conhecer a Deus - Parte 4

Colocamos Jesus na Cruz

          A necessidade da morte de Jesus na cruz demonstra quão extrema era a nossa situação de pessoas decaídas. Costuma-se dizer que a profundidade de um poço é conhecida pela extensão de até onde se baixa a corda. Quando consideramos "até onde a corda foi baixada", desde o céu, compreendemos quão grave era realmente a nossa condição.
          Por isso mesmo, não culpe as pessoas daquele tempo de terem colocado Jesus na cruz. Somos justamente tão culpados quanto elas. Na verdade, não foram os soldados romanos que o colocaram na cruz, tampouco os dirigentes judeus. Foram os nossos pecados que tornaram necessário que Jesus voluntariamente se submetesse àquela morte de tortura e humilhação.
          Leia os versículos indicados e as notas a seguir, para compreender exatamente o que Jesus fez por nós.

1. A Maior Demonstração de Amor (veja Romanos 5.6-8)
          Jesus não morreu por nós apesar de sermos seus amigos, mas, sim, apesar de sermos seus inimigos e hostilizá-lo com os nossos pecados. Mesmo a despeito de todos os nossos pecados, Ele demonstrou seu amor por nós morrendo a cruz. Nos versículos de Romanos acima citados, o apóstolo Paulo explica que Jesus morreu não somente pela humanidade como um todo, mas morreu em favor de cada um de nós como indivíduos. Em outra passagem, paulo escreve: "(...) o qual [Filho de Deus] me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gálatas 2.20).
          Sempre que se veja tentado a duvidar do amor de Deus por você, lance um longo olhar de contemplação À cruz em que Jesus morreu. Entenda, então, de uma vez por todas, que o que o prendeu àquela cruz não foram os pregos, mas, sim, seu amor por nós.

2. Quando Desamparados é Que Podemos Ganhar e Perdão ( veja Lucas 23.32-49)
          Muitos de nós, em algum momento de nossas vidas, tomamos conhecimento desta fato. E, no entanto, o significado por trás dessa cena pungente é quase sempre esquecido ou mal entendido. Não se trata simplesmente de um "bom mestre" sendo crucificado em favor dos que nele creem. É Deus em forma humana que foi pendurado naquela cruz, servindo de ponte sobre o abismo entre os pecadores e um Deus santo.
           Narra o Evangelho de Mateus que Jesus, pregado na cruz, bradou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27.46). Estudiosos da Bíblia acreditam que essas palavras marcam o momento exato em que Deus colocou os pecados do mundo sobre seu Filho. Diz a Bíblia, referindo-se a Deus: "Tu és tão puro de olhos, e a vexação não podes contemplar (...)" (Habacuque 1.13). Este, o motivo pelo qual o santo Pai "desviou o olhar" e derramou sua ira sobre o seu próprio Filho. Jesus recebeu na cruz o salário que os era devido. Ele ão foi ouvido naquilo em que nós poderíamos ter sido. os ouvidos de Deus foram fechados para Jesus por um período de tempo em que jamais poderiam estar fechados a nós.

3. Cristo, o Único Mediador (veja 1 Timóteo 2.5,6)
          Por que existe somente um mediador qualificado a preencher o vão entre Deus e os homens? Não tem surgido outros líderes religiosos proclamando-se a si mesmos como sendo o caminho para Deus? Não morreram alguns deles também em consequência de sua mensagem?  
          Muito embora a resposta a estas perguntas possa ser afirmativa, a grande verdade é que nenhum desses líderes era o Filho de Deus feito homem. Eis por que Jesus era excepcionalmente qualificado para enfrentar o pecado. Disse Ele: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim"(João 14.6). Atos 4.12 diz: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." E o que é mais importante ainda, Jesus ressurgiu da morte!
          Sim, é preciso crer que Jesus morreu pelos seus pecados na cruz para que você receba a vida eterna. Existe, no entanto, algo mais que você precisa fazer.

Continua...               

6 de jul. de 2014

Como conhecer a Deus- Parte 3

A Solução: Jesus Cristo

          Deus compreendeu o nosso problema, reconhecendo que nada podíamos fazer a respeito. E porque Deus nos ama, enviou ao mundo seu Filho, Jesus Cristo, para estender uma ponte sobre o abismo do pecado que nos separa dele.

PORQUE JESUS PODE SERVIR DE PONTE?

          Nunca houve alguém como Jesus. Para começar, Jesus não foi concebido no ventre materno por meios naturais, mas, sim, de modo sobrenatural, no ventre de uma virgem, Maria. Devido à sua concepção sobrenatural, Jesus, sendo inteiramente Deus, tornou-se também inteiramente humano. Embora sendo Deus, Jesus escolheu abrir mão dos privilégios de sua divindade para viver na terra como ser humano. A Bíblia descreve o sacrifício que Cristo assumiu ao torar-se homem, dizendo que Ele "(...) aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Filipenses 2.7,8).
          É extremamente importante observar que Jesus não deixou de ser Deus ao vir à terra. Deixou de lado, tão-somente, seus privilégios divinos e viveu no mundo como homem. Ao fazê-lo, tornou-se capaz de experimentar pessoalmente toda a gama de sensações humanas, desde felicidade até profunda tristeza. Constatou o que era estar cansado, sentir frio e ter  fome.
          Além disso, Ele veio a este mundo tendo um objetivo definido em mente: cobrir aquele abismo entre nós e Deus.
          Quando os israelitas do Antigo Testamento pecavam, contavam com a ida do sumo sacerdote ao templo para oferecer o sacrifício de um animal como expiação pelos seus pecados. Em sentido simbólico, era como se os pecados da pessoa fossem colocados sobre o animal, que ocupava assim o lugar  do culpado. A Bíblia ensina: "(...) sem derramamento de sangue não há remissão" (Hebreus 9.22).
          As cerimônias de sacrifício levadas a efeito pelos israelitas prenunciavam o que iria realizar Jesus quando viesse a este mundo. Ele tomou sobre si o pecado do mundo, ao ser crucificado, muitos aos depois.
          Muitas profecias no Antigo Testamento indicaram não somente seu nascimento e sua vida, mas também a sua morte, inclusive a maneira como Jesus viria a morrer.
          Jesus sabia, desde o começo, que tinha vindo ao mundo especificamente para morrer pelos pecados da humanidade. Sabia também que o seu sacrifício seria executado numa cruz romana. Iniciou a sua jornada rumo à cruz do Calvário num lugar chamado Cesareia de Filipe, tendo falado muito com seus discípulos sobre a sua morte iminente. Narra a Bíblia: "Desde então começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que convinha ir à Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia" (Mateus 16.21).
          Foi então preso por falsas acusações, após Judas Iscariotes, um dos seus próprios discípulos, havê-lo traído. Mas isso não aconteceu por acaso. Para que a humanidade pudesse entrar em contato com Deus, e ser removida a barreira que dele a separava, teria que ser tomada uma medida drástica. Com uma das mãos, Jesus agarrou-se ao Deus Santíssimo e com a outra segurou a raça humana pecadora. Ao serem cravados enormes pregos em suas mãos, tornou-se a própria ponte sobre o abismo, por nós.
          Não esqueçamos, porém, que, três dias após a sua crucificação, Jesus ergueu-se da morte! Se é verdade que não se pode considerar como "morto" um grande homem de Deus, então mais verdade ainda é que não se poderia manter o túmulo o próprio Deus-homem.

                                                                                                                                Continua...


Fonte: Bíblia de Estudo Novo Viver- Editora Central Gospel

25 de mai. de 2014

Como conhecer a Deus- Parte 2

Numa "Pior"

         Alguém poderia argumentar: "Mas eu levo uma vida de bondade. Eu procuro ser gentil e ter consideração com os outros. Vivo de acordo com os Dez Mandamentos." A verdade, porém, é que os Dez Mandamentos, ou  a lei, como eles são chamados na Bíblia, não foram dados para que nos tornássemos boas pessoas, mas, sim, para mostrar como somos maus. A Bíblia nos diz que "(...) nenhuma carne será justificada diante dele [Deus] pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado" (Romanos 3.20). A finalidade da lei é nos conscientizar de quão pecaminosos somos. Pode-se dizer que a lei de Deus nos foi transmitida para nos "dar um cala-boca" e mostrar que precisamos desesperadamente da ajuda e do perdão de Deus para a nossa grave condição de pecadores.
         Veja as passagens citadas a seguir, para uma melhor compreensão da natureza e gravidade do pecado.

         1. Erramos o Alvo: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"

        Romanos 3.23 diz que todos nós pecamos. Para quem tenha a pretensão de ser a única exceção a esta verdade eterna, o versículo 10 do mesmo capítulo 3 de Romanos diz claramente: "Não há um justo, nem um sequer." "Justo" é sinônimo de "bom". E significa "alguém que é aquilo que deveria ser". Quando a Bíblia diz que ninguém é justo, ou bom, refere-se não tanto ao comportamento das pessoas, mas, sim, ao caráter mais íntimo do ser.
         A "glória de Deus", que Romanos 3.23 diz que perdemos, é, exatamente, o quê? A glória de Deus é a sua absoluta perfeição. Disse Jesus: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está no céus" (Mateus 5.48). Em outras palavras, quem não é tão bom quanto Deus não é agradável a Ele.
         Um significado da palavra "pecado", derivada do grego hamartia, é "errar o alvo". Tanto quanto poderíamos dizer com relação à perfeição, nós a deixamos de atingir por imensa distância. Todavia, embora seja a nossa natureza pecaminosa que torna impossível vivermos no nível da glória de Deus, não podemos atribuir a culpa do pecado somente à nossa natureza. O pecado também é um ato deliberado.

          2. O Pecado é um Ato Deliberado: "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.". Efésios 2:1-3

         Um sinônimo de "pecado" é "transgressão". Esta palavra tem a acepção de lapso ou desvio da verdade. Em vez de, simplesmente, "errar o alvo", trata-se de uma opção deliberada. Por ser o pecado uma ação deliberada, não podemos jogar a culpa do nosso pecado sobre a sociedade, o meio em que vivemos, ou em nosso estado físico ou mental. Cada um de nós optou por praticar o que é errado. Se fizermos qualquer objeção quanto a isso, "enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós" (1 João 1.8).

         3. O Castigo Resultante do Pecado é a Morte: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 6:23

         A Bíblia nos diz que ofendemos o Deus Santíssimo. E não o temos feito uma ou duas vezes, mas vezes sem conta. Em Romanos 6.23, lemos que (...) o salário do pecado é a morte (...)".
Salário é aquilo que se paga pela execução de um trabalho. Ou seja, algo de que se é merecedor. Por pecarmos todos repetidamente, fizemos jus ao castigo da morte, que é tormento e punição eternos num lugar chamado inferno.

         Em meio a essa explanação sobre pecado e morte, há, no entanto, uma boa notícia. Deus nos concedeu um meio de nos livrarmos da pena do nosso pecado. Tornou possível termos um relacionamento com Ele e desfrutar da esperança da vida eterna sem punição.

                                                                                                             Continua...


Fonte: Bíblia de Estudo Novo Viver- Editora Central Gospel

24 de mai. de 2014

Como conhecer a Deus - Parte 1

O Que Está Faltando em Nossas Vidas?

             Um propósito, um significado, uma razão para viver - são estas todas as coisas  que desejamos e buscamos na vida. Em que pesem as iniciativas que cada um de nós possa tomar para encontrar um propósito e um significado na existência, continuamos ainda nos sentindo vazios e insatisfeitos. Isso porque existe um vácuo espiritual na vida de cada um de nós. Cada qual traz consigo um espaço aberto no coração, um vazio espiritual no profundo de nossa alma - um "espaço em branco no formato de Deus". Bens materiais não poderão preencher esse espaço, tampouco o sucesso. Os relacionamentos, tão somente, não conseguem satisfazer essa vacuidade, e a moral, em si e por si só, não dá conta, infelizmente, de ocupar esse lugar. Na verdade, nem mesmo a religião é capaz de preencher essa lacuna em nosso coração.
             Só existe um meio de preencher efetivamente esse vazio. Ele não apenas nos ajuda a termos uma vida plena e rica neste mundo, mas - o que é mais importante - nos oferece a total esperança de vivermos a eternidade na presença de Deus. Antes que possamos desfrutar inteiramente desta boa notícia, no entanto, é preciso tomarmos conhecimento de uma informação ruim - que é o grande problema de que todos somos portadores.

O Problema: PECADO

               A Bíblia identifica claramente nosso grave problema como sendo o pecado. O pecado não é um simples ato, mas, sim, a verdadeira natureza de nosso ser. Em outras palavras, não somos pecadores porque pecamos; mas, sim, pecamos porque somos pecadores. Nascemos com a natureza de praticarmos o que é errado. O rei Davi, que governou Israel nos tempos do Antigo Testamento, escreveu: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe"(Salmos 51.5). Por nascermos pecadores, o pecado acontece com naturalidade a todos nós. Daí é inútil pensar que a resposta para todos os problemas da vida vem de "dentro". Segundo a Bíblia, o problema se encontra dentro de nós! Diz a Escritura: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas e perverso; quem o conhecerá?(Jeremias 17.9).
              Não somos bastante bons- somos basicamente pecadores. Esta pecaminosidade se difunde por tudo o que fazemos. Todos os problemas que vivenciamos hoje em nossa sociedade podem ser atribuídos à nossa recusa, no passado, em viver da maneira que Deus deseja. Façamos um retrocesso ao jardim do Éden, por um instante. Adão fez sua opção e sofreu as consequências, estabelecendo o padrão que toda a humanidade iria seguir. A Bíblia explica: "Pelo que, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram(...) por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação(...)" (Romanos 5. 12,18).
              "Não é justo!", pode-se protestar. Por que deveríamos sofrer por algo que outra pessoa praticou? Se houvesse oportunidade, no entanto, cada um de nós teria feito a mesma coisa que Adão. Na verdade, não há um só dia sequer em que não nos defrontamos com a mesma prova que se apresentou diante dele. Deus nos dá a liberdade de optar entre dois caminhos distintos: o que conduz à vida e o que leva a morte. Diz a Bíblia: "O céu e a terra tomo hoje como testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente" (Deuteronômio 30.19).

                                                                                                                                            Continua...


Fonte: Bíblia de Estudo Novo Viver- Editora Central Gospel